Saturday, May 17, 2008

enquanto isso em Cannes....

Minha distração da semana é acompanhar a corbetura do Festival de Cannes. Hoje lendo uma nota e achei uma declaração do Woody Allen magnífica e super engraçada.

Woody está lançado o novo filme estrelado por Penélope Cruz, Scarlett Johansson e Javier Bardem. “Vicky Cristina Barcelona” é uma comédia que conta a história de duas amigas americanas que vão passar férias em Barcelona [uma delas Scarlett], onde encontram um artista plástico sedutor [ Javier Bardem] que lhes propõem um final de semana em Oliveto. Lá entre em cena a personagem de Penélope, que faz a ex-mulher do “Don Juan” do filme de Woody.

O filme foi muito comentado antes da exibição por haver rumores de uma “cena picante”, de um suposto ménage à trois entre Penélope Cruz, Scarlett Johansson e Javier Bardem. Mas esta cena não apareceu no longa, o que aparece no filme é uma curta cena de um beijo entre Scarlett e Penélope.

E é ai que entra tal declaração que eu falei. Na entrevista após a exibição, Woody Allen foi pego com a seguinte pergunta:

“O senhor faria um ménage à trois?”
[Woody ]“Para mim, já é difícil conseguir conviver com uma pessoa, então imagine duas!”

Não foi pego pela saia justa, respondendo com uma “piadinha” à lá Woody Allen.

Outra noticia que me chamou atenção, e me deixou muito feliz, foi o comentário sobre a exibição do filme de Walter Salles e Daniela Thomas. “Linha de passe” segundo jornais e revistas, que estão cobrindo o festival, foi muito bem recebido.

Achei sensacional, porque o filme de Salles e Thomas - diferente de “Ensaio sobre a cegueira”- aborda temas, cenários, personagens do dia à dia brasileiro. Um história genuinamente brasileira, e prova, ao ser aclamado em Cannes, que basta ter talento para concorrer entre os grandes estúdios em um festival de peso internacional.

Wednesday, May 14, 2008

A euforia pela Palma



Hoje começa da distribuição das Palmas de Ouro em Cannes. E o povo do “áudio visual” anda eufórico por temos brasileiros na disputa principal e nas amostras alternativas. Lendo as notas e as matérias relacionadas a premiação, não faço as mesmas apostas que seus escritores.

O Brasil já concorreu com nomes de peso na Croisette. Glauber Rocha, Nelson Perreira; e só ganhou o premio máximo com Anselmo Durte, por “O Pagador de Promessa”. Resumindo: a muito tempo que o cinema brasileiro não entra de verdade no festival de Cannes.

Em 2008 temos: Walter Salles e Daniela Thomas, com “Linha de passe”; Matheus Nachtergaele, concorrendo na amostra paralela; Rodrigo Santoro, com um filme argentino; e o aclamado Fernando Meirelles, com “Ensaio sobre a cegueira”, com um elenco estrelar. Isso falando bem por alto dos representantes latinos americanos.

É nesse momento, quando comentam os representantes nacionais no festival, que me bate uma espécie de birra com jornalistas, críticos, e etc. Não entendo porque tanto “zum..zum..zum” com o Meirelles.

Dizem:

“O grande candidato”

“O precursor da direção nacional no exterior”

Gente, que isso?! Agora o diretor de “Cidade de Deus” é que faz nome do Brasil lá fora??

Acho que o Walter Salles e a Daniela Thomas devem ficar um tanto chateados [para não dizer putos] com essa exacerbação. Alguém tem que avisar aos “informantes desinformados” que Salles e Thomas já faziam cinema lá fora muito antes do senhor Meirelles chegar com o olhar de publicitário.

Para quem não lembra “Central do Brasil” foi tão comentado internacionalmente quanto a história de “Zé Pequeno”. Na França, a dupla, que já era de renome, foi convidada a escrever e dirigir uma seqüência do filme “Paris, eu te amo”.

Então vamos com calma, né?

Não estou dizendo que “Cidade de Deus” é um filme ruim, ao contrário, é um belíssimo filme. Além de inovador, é inteligente. Só não acho que deve ser tão aclamado quanto o é. O filme mostra uma linguagem cinematográfica nova, como já disse tem a visão da publicidade. Vale lembrar que o diretor trabalhou anos e anos em agências publicitárias. Por isso essa sensação de romper com as barreiras, de nova linguagem.

Agora que o Fernando Meirelles aproveita para fazer fama, isso ninguém pode negar. Também ele seria burro se não entrasse na onda..hehe..

Mas o que eu percebo é quase uma criação de um Paulo Coelho do cinema nacional.
O cara que teve uma idéia de aproveitar um assunto. Dá certo, ele vende e a partir daí é citado como ícone da literatura brasileira no cenário internacional.

Enquanto aqui em terras tupiniquins, temos no cinema: Heltor Dhalia (“Cheiro do ralo”), Carla Ribas (“A casa de Alice”), José Padilha (“Tropa de elite”), Beto Brant e Renato Ciasca (“Cão sem dono”); para não citar os veteranos como Eduardo Coutinho, recentemente premiado por “Jogo de cena”.

E a estes nomes premiados restam a nota de rodapé dos jornais, a não divulgação nacional, e porque não dizer, o esquecimento. Além de terem que permanecer sempre à sombra eterna de “Cidade de Deus”.

Friday, August 03, 2007

ouvindo por ai...

Estou de volta!
Depois de ficar séculos afastada do meu querido Quinhão.Voltei!
E com muita coisa boa no media player.

Vamos as grandes novidades:

Quem também voltou, e para estraçalhar o mercado da música é o White Stripes. Icky Thump, que acaba de sair do forno é um estouro.

E olha que tinha gente falando que a dupla dinâmica estava enfraquecida. Pois é estes levaram um balde de água fria na cabeça, parece que os trabalhos paralelos do casal só fizeram bem para banda, o novo disco é riquíssimo e é possível notar que o casal está em perfeita harmonia.
Os que cutem Stripes, como eu, vão adorar o novo disco e quem não conhece é uma boa oportunidade de conhecer, dificilmente não vá gostar.

Magic Bullets.
Provavelmente você ainda não ouviu falar deles, Magic Bullets é uma banda de seis rapazes provindos de São Francisco. A primeira vista se pensa: “mais uma bandinha indie rock” mas antes do primeiro minuto já dá para mudar de opinião. Lançaram o primeiro disco e estão começando a aparecer na Internet, viva o MySpace!
A sensação que tive ao ouvir A Child But In Life Yet A Doctor In Love, o CD de estréia dos meninos, foi de uma mistura de características de bandas conhecidas do final dos anos 70 e inicio dos 80, como The Doors e The Smiths. Não faça cara feia, misturar e “copiar” pode ser ótimo quando a mistura é bem feita, como no caso do Magic Bullets.
Outra coisa que chama atenção no disco é a sonoridade quase que idêntica as do vinil, trazendo aquela sensação nostálgica maravilhosa que faz o seu ouvido, alma e corpo se entregar a mágica desses rapazes.

Agora assunto quente é o novo disco do Devendra, Smokey Rolls Down Thunder Canyon . Esse promete, já está prontinho só que a previsão de lançamento é para 25 de setembro. Só para dar um gostinho já tem duas músicas no MySpace desse texano meio indiano.
A grande novidade, para nós brasileiro, é a música Rosa cantada em português com parceria com nosso [leia-se meu..rs] querido Rodrigo Amarante. É pelo que parece nosso Hermano vai entrar em turnê com o Devendra, acompanhado a banda e fazendo sua participação em Rosa. Só esperar agora, pelo disco que pelo possível show em terras brasileiras.
Enquanto isso a gente fica com o White Stripes e Magic Bullets.

Monday, April 30, 2007

Todo seu jogo faz aproximar.
Eu crio assas,
me aconchego.
De repente muda,
junto minha tática.
Continuo no jogo,
aprendo a manter-me longe.
Passa o verão.
Você, sutil
retoma a primeira jogada.
Me faço de forte.
Refaço minha fortaleza,
protejo meus peões.
Mas quando menos espero
cá estou cedendo seu avanço.

Monday, April 09, 2007

Quando o assunto é música...

... sinto uma pontinha de nostalgia, a impressão que tenho e de que estamos sabendo olhar para trás. Atualmente quando se fala de lançamentos e novas bandas logo vem a cabeça os seguintes rótulos: Indie e Folk.

Levando ao pé da letra essa história de rótulo a música folk seria, assim bem simples, música popular. E na mesma linha, a música indie seria nada mas nada menos que o velho e bom rock inglês. Agora a briga toda é definir quem se encaixa no folk e quem se encaixa no indie. A verdade é que acho um grande equivoco separar esses dois estilos. Primeiro porque os que começam a borbulhar agora abusam da mistura do rock e de influencias populares ou folclóricas. Um exemplo disso é o americano Ben Kweller, que evoluiu e muito no novo álbum e mostra muito bem que ainda se encontra boa música na terra do “Tio Sam”.

Apurando o ouvido com essas novidades uma sensação de “eu já ouvi isso antes” sempre me vem e parando mesmo para pensar vi que essa história de folk e indie é bem antiga. Alguém ainda lembra de Johnny Cash? Esse super astro já fazia folk desde 1950! Mas ainda não se utilizava a expressão folk music, o que era usado para “rotular” o Sr. Cash era county, olha como rótulos são totalmente inúteis quando se fala de música. Outro também que abusava dessa arte era Bob Dylan, esse todo mundo lembra.

Esses rótulos do que seria indie ou folk, britânico ou não está super fora de moda. A verdade é que em todo canto do planeta tem gente que brilhantemente segue uma linha que já vem sendo traçada a tempos e dando um toque de modernidade, renovando a música.
Não dá mais para dizer que não se faz música boa, porque o que se encontra é um resultado maravilhoso.

Para terminar, o que vem chamando minha atenção são as mulheres. Tem muita moça por ai assumindo o microfone e botando ‘pra quebrar’. Vale a pena conferir e só pra citar alguns nomes: Regina Spektor, Amy Winehouse, Juanita Stein [da banda Howling Bells] e as moças do Au Revoir Simone. Bem esses são uns poucos exemplos, tem para todos os gostos.


Bom som para todos!

Thursday, April 05, 2007

Carioquês

Carioca adjetivo usado para distinguir: local de nascimento, estado de espírito, estilo de vida.

Nome; Apelido; Moda; Andar; Falar; Agir.

Cariocas do Leblon, Ipanema, Barra, Rocinha, São Gonçalo, Abolição, Bangu, do MUNDO! Da Mangueira, Portela, Tradição, Mocidade. Que vão ao teatro e fazem churrasco nas lajes aos domingos. Que gostam de Jobim e de Catra. Do municipal e dos Bailes.

CARIOCA DA GEMA: amante eterno do samba, praia e futebol.

Do morro, do asfalto que se encontram na praia, na rua, na Lapa, no escritório, em CASA! Inocentes vítimas do mesmo medo, a VIOLÊNCIA. Que em meio às diferenças não perdem a essência e a vontade de serem apenas CARIOCAS.

Saturday, March 24, 2007

Novidade de Seattle



Geóloga e cantora, Laura Veirs é uma norte-americana que vive em Seattle e diz que o punk e o folk são música para o povo.

Com três CD’s lançados, o último Saltbreakers (2007) é rico em efeitos instrumentais. Algumas faixas são acompanhadas por coros, crianças e palmas, o que engrandece o álbum. As faixas são deliciosas, minha preferida é Don't Lose Yourself, tem umas “batidas” eletrônicas com pianos e uma segunda voz que dá um tom a mais a canção.

Essa senhorita tem uma aparência não muito comum das cantoras atuais. Um rosto comum, óculos e muita quietude é o que aparenta Laura Veirs, lembra um jeito nerd até. Uma forte cantora que já teve parceria com The Decemberist.

Vale conferir!

Friday, February 09, 2007

Half Nelson


Sabe aqueles filmes que você se sente estranho no inicio, durante se apaixona pelos personagens e fica com um aperto no peito no final? Half Nelson é assim. A história da estranha amizade entre o professor Dan Dunne e da aluna Drey envolve quem assiste de uma forma magnífica.

O filme não é dotado de técnicas e alegorias, pelo contrário faz questão de ser simples, o que engrandece o drama. A trilha fica por conta da banda Broken Social Scene, que dá um tom a mais no longa.

O plano de fundo para a história de Dan Dunne e Drey é o subúrbio de Nova York. Ele é branco, carismático, letrado e viciado em drogas. Ela é negra, fechada e tem uma família problemática. Juntos eles encontram pontos em comum, e é assim que nasce a amizade do professor e da aluna em um cenário de preconceitos, tráfico e consumo de drogas. As atuações são incríveis e os dois personagens se envolvem tão perfeitamente que fica difícil não se prender.

Não é por menos que Ryan Gosling, que interpreta o professor Dan está concorrendo ao Oscar de melhor ator. Sim, o trabalho de Gosling no filme é excelente, apesar ter gostado muito não faço minhas apostas nele. Mas Oscar 2007 já é outro assunto.

Thursday, February 08, 2007

Howling Bells


A banda que não sai da minha vitrola.

Longe de ser mais uma banda moldada pelo mundo fonográfico atual, o grupo que saiu de Sydney para virar moda no Reino Unido, faz uma viagem entre o melódico e a exitação sem deixar de ter uma identidade própria.

O CD de estréia lançando ano passado é recheado de boas composições e de novas referencias, uma mistura deliciosa de country, folk, pop e rock. Gravado com o renomado produtor Ken Nelson, o mesmo que lançou Coldplay o álbum trás músicas que não saem da cabeça. Além disso, a banda possui uma identificação forte com trilhas de filmes como as de O Fabuloso Destino de Amelie Poulain.

Howling Bells é liderada por Juanita Stein, dona da voz marcante que nos embala durante as canções e que deixa os rapazes suspirando; e composta por Joel Stein, Glenn Moule e Brendan Picchio três lindos rapazes que não fazem feio na música e nem aos olhos.

Vale a pena conferir. Para os interessados o link para o clipe de Setting Sun no
YouTube : http://www.youtube.com/watch?v=XbBepI5FVgo

Thursday, January 25, 2007

Big Brother

Quem nunca, quando criança, foi levado ao zoológico e ficou durante horas esperando alguma reação do animal enjaulado? Quem nunca fez festa para aquele bichinho fofo se manifestar?

Os zoológicos são como vitrine do mundo animal para gente que não se atreve ir até uma selva de verdade. Assim são os reality show, vitrines do ser humano. Só que a gente esquece que como os animais enjaulados, gente de verdade também muda de comportamento quando estão confinados.

Esse tal de Big Brother tem me despertado grande curiosidade. É engraçado ver como as pessoas se comportam em um mundo imaginário. Imaginário sim, porque ali nada é real, nada parece ser o que é. Talvez seja a certeza de que tudo é seguro, exceto a indicação, faça esses “produtos” a querem tanto a casa do faz de conta da Globo.

Os participantes são como os animais de zoológico sendo exibidos ao público durante 24h por dia. E que de tempos em tempos são agitados com uma festinha ou outra para agradar ao expectador. É só ligar a TV e espiar como diz o celebre apresentador do programa.

E todo esse circo deve durar por muito tempo nas nossas bandas. A Rede Globo comprou mais 5 anos de direitos para exibir o tal programa. Será que o povo agüenta? A empresa do “plim-plim” espera que sim. [rs]

Sunday, January 21, 2007

Genial

Foi a primeira palavra que me veio quando sai da sala de “Os Infiltrados”. O novo filme de Martin Scorsese é de fazer o espectador enlouquecer diante da telona. Ele conta a saga de dois infiltrados, interpretados por Di Caprio e Matt Damon.

Os dois cresceram na mesma cidade e ambos são descendentes irlandeses, mas não se conhecem. As semelhanças não pararam ai. O personagem de Di Caprio é um policial que está infiltrado em uma gangue e o de Damon é um membro da gangue que está infiltrado na policia. E é nessa mistura de coincidências que a confusão no expectador se faz. Com uma seqüência de cenas bem confusas, Scorsese, faz o mocinho parecer bandido e o bandido parecer mocinho. E assim quem assiste é obrigado a ficar atento a trama e aos personagens que são completamente duais.

Os atores dão show! Leonardo Di Caprio não é mais aquele de “Titanic” a muito tempo, mas fiquei bem impressionada com a atuação desse pupilo de Hollywood. Damon também está impecável como o capacho do personagem de Nicholson. O tom de humor fica por conta de Mark Wahlberg que dá vida a um detetive boca suja hilário. Agora nem preciso comentar sobre o incrível Jack Nicholson, cuja primeira cena é linda e perfeita.

Outra coisa que me fez vibrar na poltrona foi a trilha do filme. A primeira que se ouve é dos Rolling Stones, na cena do Nicholson, daí você já sabe que não é só seqüências de cenas inteligentes que nos espera, também tem música boa. É verdade durante todo o longa somos presenteados por Scorsese com o bom e clássico rock n’ roll.

O filme é bem complexo e muito bem esquematizado, só falta saber se a fabulosa academia de Hollywood vai dar o braço a torcer. Eu duvido um pouco, mas façam suas apostas!

E quem não viu, acho que o filme vai até essa semana. Corre que dá tempo.

Saturday, January 20, 2007

Carioca



E lá estava a sombra do poeta. Assim começa as quase 2h de emoção. Muito sereno e com um “Boa Noite” bem discreto Chico Buarque inicia seu show.
E que show!

Uma perfeita mistura de músicas atuais com as do passado, o cenário belíssimo e os músicos de alta classe. É desse jeito que a noite segue, sempre com um sorriso tímido e um “Obrigado” baixo para agradecer os aplausos. Ele ri e olha para baixo quando alguém o chama de lindo, o que leva a mulherada ao delírio.

Emociona todos quando canta a doce “Imagina”, não teve uma só alma que não se rendesse a linda música [de parceria com nada menos que Tom Jobim]. Me faz sorri quando canta “Cantando no Toró” e me emociona com “Futuros Amantes”. Sai do palco e quando volta o samba toma conta. Todos em pé sambando pelo poeta, mas a vibração total foi em “João e Maria” a última do show.

Mais carioca impossível. Como o próprio Chico disse as músicas estão em casa, o show está em casa, pelo menos até fevereiro. Quem não viu ainda tem tempo! Nem preciso que vale a pena,né?

Thursday, January 18, 2007

ponto final

“- estou farto. não agüento olhar, ouvir você!” - bate a porta e sai

mal sabia ele que ela esperava aflita por esse grito, por esse gesto.

e o olhar cansado era o dela de tanto olhar aqueles membros sem afeto, aquela boca sem palavras confortáveis.
agora o som da porta trouxe lágrimas, mas ela sabe que depois chegará o alívio.

Wednesday, January 17, 2007

Mais Estranho que a Ficção




Esse delicioso filme nos leva para o mundo de Harold Crick [Will Ferrell, único e de uma forma nova pelo menos para mim] um solitário auditor da receita federal, que passa a ouvir a narração de sua vida. E de Kay [Emma Thompson], uma escritora que tenta terminar seu livro sobre um auditor e sofre de uma crise criativa.

É por meio desses dois personagens e seus conflitos que delicadamente somos levados a pensar sobre as angustias e anseios de gente comum, como nós. Harold Crick e Kay carregam dúvidas e experiências que conhecemos bem, neles estão espelhados todos os obstáculos que atinge os demais personagens do filme. De contra-peso temos o professor de teoria literária interpretado pelo extraordinário Dustin Hoffman e a assistente Queen Latifah, uma fofa no filme!

O longa é simples e muito divertido. Duvido que alguém não se envolva com o solitário Crick e com a obcecada Kay.

Quinhão de Idéias

Espaço para filmes, músicas e textos.

Seja Bem Vindo!