Monday, April 09, 2007

Quando o assunto é música...

... sinto uma pontinha de nostalgia, a impressão que tenho e de que estamos sabendo olhar para trás. Atualmente quando se fala de lançamentos e novas bandas logo vem a cabeça os seguintes rótulos: Indie e Folk.

Levando ao pé da letra essa história de rótulo a música folk seria, assim bem simples, música popular. E na mesma linha, a música indie seria nada mas nada menos que o velho e bom rock inglês. Agora a briga toda é definir quem se encaixa no folk e quem se encaixa no indie. A verdade é que acho um grande equivoco separar esses dois estilos. Primeiro porque os que começam a borbulhar agora abusam da mistura do rock e de influencias populares ou folclóricas. Um exemplo disso é o americano Ben Kweller, que evoluiu e muito no novo álbum e mostra muito bem que ainda se encontra boa música na terra do “Tio Sam”.

Apurando o ouvido com essas novidades uma sensação de “eu já ouvi isso antes” sempre me vem e parando mesmo para pensar vi que essa história de folk e indie é bem antiga. Alguém ainda lembra de Johnny Cash? Esse super astro já fazia folk desde 1950! Mas ainda não se utilizava a expressão folk music, o que era usado para “rotular” o Sr. Cash era county, olha como rótulos são totalmente inúteis quando se fala de música. Outro também que abusava dessa arte era Bob Dylan, esse todo mundo lembra.

Esses rótulos do que seria indie ou folk, britânico ou não está super fora de moda. A verdade é que em todo canto do planeta tem gente que brilhantemente segue uma linha que já vem sendo traçada a tempos e dando um toque de modernidade, renovando a música.
Não dá mais para dizer que não se faz música boa, porque o que se encontra é um resultado maravilhoso.

Para terminar, o que vem chamando minha atenção são as mulheres. Tem muita moça por ai assumindo o microfone e botando ‘pra quebrar’. Vale a pena conferir e só pra citar alguns nomes: Regina Spektor, Amy Winehouse, Juanita Stein [da banda Howling Bells] e as moças do Au Revoir Simone. Bem esses são uns poucos exemplos, tem para todos os gostos.


Bom som para todos!

Thursday, April 05, 2007

Carioquês

Carioca adjetivo usado para distinguir: local de nascimento, estado de espírito, estilo de vida.

Nome; Apelido; Moda; Andar; Falar; Agir.

Cariocas do Leblon, Ipanema, Barra, Rocinha, São Gonçalo, Abolição, Bangu, do MUNDO! Da Mangueira, Portela, Tradição, Mocidade. Que vão ao teatro e fazem churrasco nas lajes aos domingos. Que gostam de Jobim e de Catra. Do municipal e dos Bailes.

CARIOCA DA GEMA: amante eterno do samba, praia e futebol.

Do morro, do asfalto que se encontram na praia, na rua, na Lapa, no escritório, em CASA! Inocentes vítimas do mesmo medo, a VIOLÊNCIA. Que em meio às diferenças não perdem a essência e a vontade de serem apenas CARIOCAS.

Saturday, March 24, 2007

Novidade de Seattle



Geóloga e cantora, Laura Veirs é uma norte-americana que vive em Seattle e diz que o punk e o folk são música para o povo.

Com três CD’s lançados, o último Saltbreakers (2007) é rico em efeitos instrumentais. Algumas faixas são acompanhadas por coros, crianças e palmas, o que engrandece o álbum. As faixas são deliciosas, minha preferida é Don't Lose Yourself, tem umas “batidas” eletrônicas com pianos e uma segunda voz que dá um tom a mais a canção.

Essa senhorita tem uma aparência não muito comum das cantoras atuais. Um rosto comum, óculos e muita quietude é o que aparenta Laura Veirs, lembra um jeito nerd até. Uma forte cantora que já teve parceria com The Decemberist.

Vale conferir!

Friday, February 09, 2007

Half Nelson


Sabe aqueles filmes que você se sente estranho no inicio, durante se apaixona pelos personagens e fica com um aperto no peito no final? Half Nelson é assim. A história da estranha amizade entre o professor Dan Dunne e da aluna Drey envolve quem assiste de uma forma magnífica.

O filme não é dotado de técnicas e alegorias, pelo contrário faz questão de ser simples, o que engrandece o drama. A trilha fica por conta da banda Broken Social Scene, que dá um tom a mais no longa.

O plano de fundo para a história de Dan Dunne e Drey é o subúrbio de Nova York. Ele é branco, carismático, letrado e viciado em drogas. Ela é negra, fechada e tem uma família problemática. Juntos eles encontram pontos em comum, e é assim que nasce a amizade do professor e da aluna em um cenário de preconceitos, tráfico e consumo de drogas. As atuações são incríveis e os dois personagens se envolvem tão perfeitamente que fica difícil não se prender.

Não é por menos que Ryan Gosling, que interpreta o professor Dan está concorrendo ao Oscar de melhor ator. Sim, o trabalho de Gosling no filme é excelente, apesar ter gostado muito não faço minhas apostas nele. Mas Oscar 2007 já é outro assunto.

Thursday, February 08, 2007

Howling Bells


A banda que não sai da minha vitrola.

Longe de ser mais uma banda moldada pelo mundo fonográfico atual, o grupo que saiu de Sydney para virar moda no Reino Unido, faz uma viagem entre o melódico e a exitação sem deixar de ter uma identidade própria.

O CD de estréia lançando ano passado é recheado de boas composições e de novas referencias, uma mistura deliciosa de country, folk, pop e rock. Gravado com o renomado produtor Ken Nelson, o mesmo que lançou Coldplay o álbum trás músicas que não saem da cabeça. Além disso, a banda possui uma identificação forte com trilhas de filmes como as de O Fabuloso Destino de Amelie Poulain.

Howling Bells é liderada por Juanita Stein, dona da voz marcante que nos embala durante as canções e que deixa os rapazes suspirando; e composta por Joel Stein, Glenn Moule e Brendan Picchio três lindos rapazes que não fazem feio na música e nem aos olhos.

Vale a pena conferir. Para os interessados o link para o clipe de Setting Sun no
YouTube : http://www.youtube.com/watch?v=XbBepI5FVgo

Thursday, January 25, 2007

Big Brother

Quem nunca, quando criança, foi levado ao zoológico e ficou durante horas esperando alguma reação do animal enjaulado? Quem nunca fez festa para aquele bichinho fofo se manifestar?

Os zoológicos são como vitrine do mundo animal para gente que não se atreve ir até uma selva de verdade. Assim são os reality show, vitrines do ser humano. Só que a gente esquece que como os animais enjaulados, gente de verdade também muda de comportamento quando estão confinados.

Esse tal de Big Brother tem me despertado grande curiosidade. É engraçado ver como as pessoas se comportam em um mundo imaginário. Imaginário sim, porque ali nada é real, nada parece ser o que é. Talvez seja a certeza de que tudo é seguro, exceto a indicação, faça esses “produtos” a querem tanto a casa do faz de conta da Globo.

Os participantes são como os animais de zoológico sendo exibidos ao público durante 24h por dia. E que de tempos em tempos são agitados com uma festinha ou outra para agradar ao expectador. É só ligar a TV e espiar como diz o celebre apresentador do programa.

E todo esse circo deve durar por muito tempo nas nossas bandas. A Rede Globo comprou mais 5 anos de direitos para exibir o tal programa. Será que o povo agüenta? A empresa do “plim-plim” espera que sim. [rs]

Sunday, January 21, 2007

Genial

Foi a primeira palavra que me veio quando sai da sala de “Os Infiltrados”. O novo filme de Martin Scorsese é de fazer o espectador enlouquecer diante da telona. Ele conta a saga de dois infiltrados, interpretados por Di Caprio e Matt Damon.

Os dois cresceram na mesma cidade e ambos são descendentes irlandeses, mas não se conhecem. As semelhanças não pararam ai. O personagem de Di Caprio é um policial que está infiltrado em uma gangue e o de Damon é um membro da gangue que está infiltrado na policia. E é nessa mistura de coincidências que a confusão no expectador se faz. Com uma seqüência de cenas bem confusas, Scorsese, faz o mocinho parecer bandido e o bandido parecer mocinho. E assim quem assiste é obrigado a ficar atento a trama e aos personagens que são completamente duais.

Os atores dão show! Leonardo Di Caprio não é mais aquele de “Titanic” a muito tempo, mas fiquei bem impressionada com a atuação desse pupilo de Hollywood. Damon também está impecável como o capacho do personagem de Nicholson. O tom de humor fica por conta de Mark Wahlberg que dá vida a um detetive boca suja hilário. Agora nem preciso comentar sobre o incrível Jack Nicholson, cuja primeira cena é linda e perfeita.

Outra coisa que me fez vibrar na poltrona foi a trilha do filme. A primeira que se ouve é dos Rolling Stones, na cena do Nicholson, daí você já sabe que não é só seqüências de cenas inteligentes que nos espera, também tem música boa. É verdade durante todo o longa somos presenteados por Scorsese com o bom e clássico rock n’ roll.

O filme é bem complexo e muito bem esquematizado, só falta saber se a fabulosa academia de Hollywood vai dar o braço a torcer. Eu duvido um pouco, mas façam suas apostas!

E quem não viu, acho que o filme vai até essa semana. Corre que dá tempo.

Saturday, January 20, 2007

Carioca



E lá estava a sombra do poeta. Assim começa as quase 2h de emoção. Muito sereno e com um “Boa Noite” bem discreto Chico Buarque inicia seu show.
E que show!

Uma perfeita mistura de músicas atuais com as do passado, o cenário belíssimo e os músicos de alta classe. É desse jeito que a noite segue, sempre com um sorriso tímido e um “Obrigado” baixo para agradecer os aplausos. Ele ri e olha para baixo quando alguém o chama de lindo, o que leva a mulherada ao delírio.

Emociona todos quando canta a doce “Imagina”, não teve uma só alma que não se rendesse a linda música [de parceria com nada menos que Tom Jobim]. Me faz sorri quando canta “Cantando no Toró” e me emociona com “Futuros Amantes”. Sai do palco e quando volta o samba toma conta. Todos em pé sambando pelo poeta, mas a vibração total foi em “João e Maria” a última do show.

Mais carioca impossível. Como o próprio Chico disse as músicas estão em casa, o show está em casa, pelo menos até fevereiro. Quem não viu ainda tem tempo! Nem preciso que vale a pena,né?

Thursday, January 18, 2007

ponto final

“- estou farto. não agüento olhar, ouvir você!” - bate a porta e sai

mal sabia ele que ela esperava aflita por esse grito, por esse gesto.

e o olhar cansado era o dela de tanto olhar aqueles membros sem afeto, aquela boca sem palavras confortáveis.
agora o som da porta trouxe lágrimas, mas ela sabe que depois chegará o alívio.

Wednesday, January 17, 2007

Mais Estranho que a Ficção




Esse delicioso filme nos leva para o mundo de Harold Crick [Will Ferrell, único e de uma forma nova pelo menos para mim] um solitário auditor da receita federal, que passa a ouvir a narração de sua vida. E de Kay [Emma Thompson], uma escritora que tenta terminar seu livro sobre um auditor e sofre de uma crise criativa.

É por meio desses dois personagens e seus conflitos que delicadamente somos levados a pensar sobre as angustias e anseios de gente comum, como nós. Harold Crick e Kay carregam dúvidas e experiências que conhecemos bem, neles estão espelhados todos os obstáculos que atinge os demais personagens do filme. De contra-peso temos o professor de teoria literária interpretado pelo extraordinário Dustin Hoffman e a assistente Queen Latifah, uma fofa no filme!

O longa é simples e muito divertido. Duvido que alguém não se envolva com o solitário Crick e com a obcecada Kay.

Quinhão de Idéias

Espaço para filmes, músicas e textos.

Seja Bem Vindo!